Wednesday, September 10, 2008


Para aqueles que de vez em quando por aqui passam, convido a visitarem um outro blog onde acabo por escrever diariamente:

São muito benvindos! Bloguem-nos, que nós gostamos :)

Beijinhos :*

Thursday, April 24, 2008


PANGEA DAY

“Os filmes sozinhos não podem mudar o mundo, mas as pessoas que os assistem podem. Se você tivesse a atenção mundial por cinco minutos, que história você contaria?” Jehane Noujaim

O que é o Pangea Day?
Num mundo onde as pessoas são cada vez mais divididas por fronteiras, diferenças e conflitos, é preciso trabalhar para vencer essas barreiras e fortalecer a compaixão. Esse é o objectivo do Pangea Day, que procura unir as pessoas para compartilhar ideias e inspirações através de filmes móveis, com o objectivo de ajudar a construir um mundo melhor.
A Nokia e o Pangea Day uniram forças e, juntos, foram até comunidades carentes, zonas rurais e áreas de conflito para convidar as pessoas a tornarem-se aspirantes a cineastas. Após distribuir telemóveis com câmeras de vídeo, solicitaram que a comunidade local compartilhasse os seus costumes e seu dia-a-dia com o mundo, unindo culturas e sociedades que antes pouco se conheciam.
No dia 10 de maio de 2008, é realizado o Pangea Day, no qual uma série de curtas, músicas e apresentações serão transmitidas ao vivo para o mundo, em seis cidades pelo planeta.

Como podemos participar?
O Pangea Day convida-o a criar um filme e compartilhá-lo com o resto do mundo. No dia 10 de maio de 2008, alguns filmes móveis serão selecionados e farão parte do Pangea Day, o primeiro evento global dessa natureza.
É muito fácil participar. Inspire-se num destes quatro temas, faça o seu filme em qualquer aparelho móvel com vídeo e inscreva seus filmes no website http://www.pangeaday.org/ e depois faça o upload do seu filme no www.youtube.com/group/pangeaday. Também pode inscrever seu filme no http://www.withoutabox.com/ .

Após submeter seu filme, envie-o por correio para:
TED Conferences c/o Pangea Day 55 Vandam, 16th Fl New York, NY - 10013 USA

Filme uma boa acção. Filme a melhor parte do dia. Filme o que o faz sorrir. Filme uma pessoa inspiradora. De preferência em linguagem universal, mais do que com diálogos, toque os outros pelo seu olhar. Os filmes do Pangea Day deverão ser histórias visuais que possam ser entendidas apesar das barreiras de idioma.

O envio deve ser feito até 30 de abril de 2008.

Thursday, February 21, 2008

Inovar-Te ... No início foi assim
This is a video that was produced for the simultaneous launch of the maganize, both in Lisbon and in Aveiro.


"O Jazz Subiu-nos à Cabeça"

Depois do concerto de Enrico Rava no CCB voltamos a ter a oportunidade de ver um dos grandes nomes do jazz europeu em Lisboa. O trompetista polaco Tomasz Stanko está esta noite ao vivo na Culturgest, com o seu 4teto, com Wasilewski (piano), Kurkiewicz (contrabaixo) e Miskiewicz (bateria) e uma música improvisada, a partir do álbum Lontano, editado pela ECM em 2006, e de toda a herança de Miles Davis, Chet Baker, do free jazz e da fusão que compõem a experiência de Stanko. 4ªf, 20, no Grande Auditório da Culturgest, às 21.30.

O Hot Clube recebe o Combo da Escola Luiz Villas-Boas dirigido pelo guitarrista Afonso Pais com Claudia Franco (voz), Rui Travasso (clarinete), Luís Cunha (trombone), André Santos (guitarra), Margarida Campelo / Inês Laginha (piano) e Diogo Andrade (bateria). 4ªf, 20, às 23h na Praça da Alegria.
Amanhã, o Hot recebe o projecto Ficções do guitarrista Rui Luís Pereira (Dudas), Guto Lucena (saxofone), Filipe Raposo (piano), Massimo Cavalli (baixo eléctrico e contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). 5ªf, 1, às 23h.

E em Portalegre tem início a 6ª edição do Festival Internacional de Jazz de Portalegre:
Na primeira noite toca o 4teto do pianista Júlio Resende com Zé Pedro Coelho (saxofone), João Custódio (contrabaixo) e João Lobo (bateria). Da Alma, o primeiro disco do grupo, vai estar na base do concerto. 5ªf, 21, Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre, 21.30.

E a norte, o Teatro do Campo Alegre recebe o duo de Carlos Bica (contrabaixo) e João Paulo Esteves da Silva (piano) a fechar mais uma noite de Quintas de Leitura. 5ªf, 21, a partir das 22h, no Porto.

Só coisas boas para ouvir e sentir!
Arrastão com a cordialidade do blog Jazza-me Muito...

Monday, November 12, 2007

Criatividade e inovação - o Método dos Seis Chapéus - Hoje na Prova Oral (Antena 3, 19h)
O método dos seis chapéus criado por Edward de Bono é um modelo de raciocínio utilizado para explorar diferentes perspectivas para delinear uma estratégia numa situação complexa. Utiliza-se em situações de discussões em grupo : uma pessoa apresenta os factos do caso (chapéu branco, visão neutra), outra gera ideias sobre o modo como o caso pode ser tratado (chapéu verde, pensamento criativo), enquanto a seguir uma outra lista as vantagens (chapéu amarelo, optimista) e uma outra lista as desvantagens (chapéu preto, o advogado do diabo).Depois deste processo, há um elemento que sumariza as tendência de opinião sobre as várias alternativas em análise (chapeu vermelho, conciliação) e finalmente, o último membro sistematiza a discussão e encerra a reunião (chapéu azul, consenso).
Técnica especialmente aconselhada para sessões de criatividade. Uma vez que todos os membros têm um papel definido a discussão pode ser franca e aberta, anulando-se a tendência para a personalização das críticas.
Quem pretender aprofundar este tema pode consultar: http://www.edwdebono.com/
ou ouvir hoje na Antena 3 o programa Prova Oral onde teremos Joana Sousa a esclarecer-nos, ela que é «formadora certificada na técnica Six Thinking Hats®, pelo de Bono Thinking SystemTM» – sim, com estes salamaleques todos.

Thursday, November 08, 2007

ARTE LISBOA - 7 a 12 na FIL - Eu vou e vocês?
Organizado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP) e a Feira Internacional de Lisboa (FIL), o Arte Lisboa abre hoje portas, entre as 16:00 e as 23:00, horário que se manterá até segunda-feira, 12, dia do encerramento.São 10 mil metros quadrados do Pavilhão 4 da FIL com 60 galerias - 41 portuguesas e 19 estrangeiras - para descobrir, sendo a grande novidade os Project Rooms - comissariados por Isabel Carlos - vão acolher 11 trabalhos de artistas e galerias em suportes tradicionais e não-tradicionais, portadores das grandes linhas da arte contemporânea mais recente.Pelo sétimo ano, este é um espaço de encontro entre artistas, galeristas, colecionadores, críticos e outros agentes do sector, visando igualmente divulgar a arte contemporânea nacional e internacional ao público, bem como de debater temas e incluir novas perspectivas através do ciclo de debates sobre o estado da arte organizado em parceria com a revista online artecapital.net, dedicados aos temas «Visões Mediáticas», «Museus em Rede» e «Mercados Emergentes».Espreitem, vejam o mundo por outros olhos, medido por outras sensibilidades.

"A beleza oferece à nossa imaginação a oportunidade de uma satisfação inteiramente desinteressada." Kant
www.artelisboa.fil.pt/

Wednesday, October 10, 2007

Os meus quadros já respiram
Olá amigos. Eis o motivo do meu afastamento. Tenho pintado como se não houvesse amanhã e venho convidar-vos a visitar os meus trabalhos de pintura no meu site oficial:
(cliquem na imagem)

Estarei também presente em várias galerias nacionais e internacionais, das quais saliento a Galeria da Vinci:

http://www.davincigallery.net/arte/artistPage.do?tab=artist&subtab=artist.list&username=mjamaica

Estão todos convidados para a 1ª Mostra Nacional da Galeria da Vinci, a decorrer na Galeria Adamastor na Foz do Arelho de 27 de Outubro a 30 de Novembro onde também irei participar com um trabalho ao lado dos excelentes pintores que formam esta comunidade artística.

Tuesday, September 25, 2007

O meu Eu Electrónico

A convite do meu bom amigo Vasco Sousa, director da revista Inovar-te foi-me pedida uma pequena dissertação (tenho um fetiche com esta palavrinha) sobre a minha personalidade electrónica. Neste caso escolhi o meu eu blogónico para fazer as honras da casa. E, em primeiríssima mão para todos os visitantes que por aqui vagueiam (para os comuns dos mortais será publicado no nº 6 da Inovar-te), rezava qualquer coisa assim:

"Qual Alice no País das Maravilhas redescubro-me em novos personagens e cenários neste mundo, todo ele espelho mágico do real, todo ele contorcido e dotado de uma elasticidade e uma permeabilidade digna de um super herói de collants. O meu eu electrónico nasce e agiganta-se na blogosfera. Terra de fantasia, de eus desmedidos, de solidão originária, de frases feitas ou contrafeitas, refúgio último dos dias, trancado a cadeado de password como antes o fazíamos com o diário escondido na folga da tábua solta no chão.Crescemos como cogumelos nesta teia imensa de génios e medíocres, mordazes línguas bífidas, uns participando da feira de vaidades do estrelato e outros almejando ser simples barracas de tiro ao alvo, certeiras mas humildes, conscientes da sua natureza puramente lúdica. O meu eu electrónico é feito da prosa do dia e polaroids dos instantes, dos fragmentos cozidos como trapos, no alinhavo de bainha da capa e espada de um novo herói de BL (Banda Larga)."

Monday, July 30, 2007

Morreu Ingmar Bergman



O cineasta Ingmar Bergman faleceu aos 89 anos na sua casa de Faaro (Gotland), na Suécia. O mestre do cinema, conhecido por filmes como «O Sétimo Selo» e sua mais recente película «Saraband» (do qual deixamos este pequeno excerto), morreu «calma e docemente», indicou a sua filha.

Com mais de 40 filmes no seu currículo, Ernst Ingmar Bergman nascido a 14 de Julho de 1918 notabilizou-se por vários filmes como «O Sétimo Selo», «Fanny e Alexandre» ou «Saraband», a última película que realizou, já usado o sistema de alta definição.

O cineasta de Uppsala, que foi marcado pela sua educação religiosa, severa e austera, fez os seus estudos na Universidade de Estocolmo, onde se interessou em particular pelas obras de Strindberg e de Shakespeare.

A partir de 1944, começou a ter uma carreira ao mesmo tempo ligada ao teatro e ao cinema, sendo que depois de ter sido assistente de realização, realizou, em 1945, o filme «Crise», a sua primeira película.

Em 1957, o cineasta sueco realizou «Morangos Silvestres», outros dos filmes que viria a marcar a sua carreira, dirigindo, mais tarde, em 1974, «Cenas de uma vida conjugal», dois anos antes de trocar a Suécia pela Alemanha depois de problemas com o fisco do seu país.

De regresso ao seu país natal, Ingmar Bergman realizou em 1982 a película «Fanny e Alexandre», um testamento aberto sobre a sua infância, que foi coroado com quatro Óscares.

Após a morte da sua esposa Ingrid, em 1995, o cineasta mudou-se para a ilha de Faaro (Gotland), no Mar Báltico, onde residia actualmente durante a maior parte do seu tempo, ilha que serviu de pano de fundo para muitos dos seus filmes.

Em 2003, Ingmar Bergman voltou a assinar mais um momento alto na sua carreira com «Saraband», filmado em alta definição para a televisão sueca, película que só passou nas salas de cinema depois de ser exibido na televisão.

Para além do cinema, Bergman revelou parte da sua vida pessoal e profissional em livros como «Imagens», de 1993 e «Crianças de Domingo», de 1994, sendo que este último foi adaptado ao cinema por Daniel Bergman, um dos seus nove filhos resultantes dos seus cinco casamentos.

(Fonte: TSF Online)

Tuesday, July 17, 2007

Crónica Feminina - Inês Pedrosa

Cidadania de miséria
Sou lisboeta por escolha, desde há muitos anos, o que significa que tenho mais amor a Lisboa do que à terra onde nasci: nenhum laço natural me prende a este lugar, apaixonei-me pela cidade e decidi viver dentro dela. Que 62,6 por cento dos habitantes de Lisboa tenham manifestado, através da abstenção, a sua total indiferença pelos destinos da cidade, é algo que me deixa, mais do que desiludida, envergonhada. Trata-se de um gravíssimo sinal de desdém pela democracia. Esta demissão dos cidadãos em relação às suas responsabilidades deveria ser sancionada: quem se está nas tintas para o Governo da cidade deveria perder o direito a candidatar-se a empregos, bolsas ou apoios públicos. Não vejo outra forma de educar as pessoas para a participação cívica, a não ser esta: amor com amor se paga - e a mesma paga é devida, dos políticos que somos todos nós (cidadãos eleitores) aos que desprezam a vida da polis (os cidadãos que nem se incomodam a ir votar). Se nenhum dos 12 candidatos interessava a esta maioria de lisboetas, que o expressassem no voto em branco. Mas não é crível que, entre tantos candidatos e propostas diferentes, os lisboetas abstencionistas não encontrassem um voto à sua medida. Simplesmente, decidiram encostar-se àquele analfabeto lugar-comum dos mimados da democracia, que reza assim: «Os políticos são todos iguais». Esta frase é falsa, injusta e profundamente antidemocrática. Depois não se queixem.

A data das eleições, no meio do Verão, também não ajudou. Não entendo porque é que o tão propagado «choque tecnológico» ainda não criou a possibilidade do voto electrónico. De resto, também não percebo porque é que um cidadão que queira votar, mas esteja, à data das eleições, em serviço no estrangeiro, não o pode fazer antecipadamente, ou num consulado do local onde se encontre. Aconteceu comigo nas eleições municipais de 2005: prontifiquei-me a entregar uma carta do então Instituto Português do Livro e das Bibliotecas informando que estaria a representar o país num evento literário no Brasil, mas a Comissão Nacional de Eleições informou-me de que só os atletas de alta competição tinham direito a voto antecipado, nestas condições. Não percebo porque é que um futebolista ou ginasta conserva o direito ao voto quando se ausenta em representação do país e um escritor ou artista o perde, nas mesmas circunstâncias.

Teria sido, de facto, muito mais sensato manter a Comissão Administrativa em funções até Setembro, e realizar então eleições para um mandato completo. Note-se que esta Comissão Administrativa, de apenas 5 pessoas - presidida por duas mulheres, o que é inédito no Governo Municipal (Marina Ferreira do PSD e Ana Sara Brito do PS) - já resolveu mais problemas em dois meses do que o último executivo camarário em dois anos: desbloqueou obras paradas, estabeleceu protocolos com escolas e associações de pais para possibilitar o bom arranque do ano escolar, acudiu à situação calamitosa que viviam as organizações de apoio aos sem-abrigo da cidade e fez o levantamento total da dívida camarária, e o seu escalonamento. Entre outras coisas.

Também me é difícil aceitar que tantos lisboetas substituam o escrutínio à acção governativa - social e financeiramente desastrosa, de uma forma muito concreta, nos últimos anos - por um misto de piedade e fascínio bruto pelo poder instituído, que me parece ser a única explicação
(dou alvíssaras por outras) para o segundo lugar obtido por Carmona Rodrigues, que conseguiu inclusivamente afastar da Câmara o CDS-PP.

É verdade que os ataques pessoais desceram, nesta campanha, vários graus abaixo de zero - e isso desmobiliza o eleitorado. Os enredos conspirativos, completamente infundados, tecidos à volta de José Miguel Júdice e Paulo Portas, foram um momento particularmente triste da democracia portuguesa. Espero que a polícia e os tribunais apurem a origem das calúnias e as penalizem devidamente. Já para não falar da humilhação que constitui para a Universidade Portuguesa o chumbo claramente político de alguém com o currículo de Saldanha Sanches. Quando a golpada substitui o debate, a democracia reduz-se drasticamente - até porque, neste registo, só os biltres se entendem. Com exemplos destes, as pessoas de bem, sejam elas de esquerda ou de direita - velhacos, há-os em todo o espectro político, até porque têm uma particular arte para se acoitar junto do que está a dar - , acabarão por desistir de intervir na vida pública. Depois queixem-se.

PS - A contestação à resposta do Ministro dos Assuntos Parlamentares à minha crónica de 7.7.2007 sobre o Estatuto do Jornalista encontra-se, ponto por ponto, no texto do próprio estatuto do jornalista, disponível em http://www.ics.pt/Ficheiros/Legisl/Jornalismo/prop_lei_est_jornalista.pdf

Está lá tudo aquilo que referi, e mais ainda. Gostaria apenas de esclarecer que o sigilo das fontes (que, de facto, o anterior Estatuto já desprotegia) me parece tão inegociável como o sigilo profissional de médicos ou advogados.

Wednesday, July 11, 2007

Power of Wind - Cannes Lions Live

Nestes dias de ventania que se fazem sentir... como dizem numa certa rádio, "já agora, vale a pena pensar nisto"

Thursday, June 28, 2007

Arte nos tempos da Banda Larga


Chega de moldura, chatice, montagem e desespero na hora de montar a exposição e na hora de entregar o trabalho na casa do coleccionador. Hoje em dia, os artistas que trabalham com meios digitais podem ficar descansados e alimentar sonhos de ficarem ricos. Como? Vendendo um certificado de autenticidade e um CD-Rom com a sua obra de arte. E o comprador produz a obra como quiser, no tamanho que quiser, para caber naquela parede da sala. Este artigo conta como um brasileiro chamado Eli Sudbrack fez fortuna vendendo as suas obras em formato de CD aos compradores. Eli produz desenhos, decalques, murais, tudo num estilo meio kitsch, meio pucci. A inovação fica por conta do modo de venda, um arquivo illustrator gravado em CD, e das instalações, que, além dos painéis, conta com música e vídeos contendo imagens das mais díspares possíveis. Eli Sudbrack, aka Assume Vivid Astro Focus virou milionário. Arrecadou quase 1 milhão de dólares na sua exposição na Bienal do Whitney Museum em NY.

A questão não reside mais na obra de arte e na sua integridade mas sim na sua distribuição e proliferação. O Assume Vivid Astro Focus põe Walter Benjamin, autor de "A obra de arte na era da reprodução mecânica" no saco. Nada de "aura" da obra de arte, nada de perda de sentido na reprodução em série. O futuro da arte reside em um simples CD-Rom. Obviamente este novo modo de "vender" e "adquirir" arte contemporânea requer um olhar profundo sobre a circulação da arte e a permanência da própria. Como lidar com uma arte que não é mais um "objecto" e sim um punhado de pixels? Como tornar um projeto processual, ou um software um ítem de coleccionador, único? Como manter a autenticidade de uma obra de arte que pode ser muito facilmente reproduzivel e modificável, inclusive podendo ser forjado o seu certificado de autenticidade?


Is this madness? That's debatable. But the sales model definitely reflects a fundamental change in how art can be produced and sold. Purely digital art—sold as software or access to online environments—has been creeping into the art market over the last decade, but it still remains very much marginalized. What sets Sudbrack apart is that his model is a hybrid, safely within the object-oriented paradigm of classical collecting yet exploiting digital production's advantages. (In the broadband age, the CD with the piece's image is really just a prop, after all.)


Tenho um amigo fotógrafo que fez 8 cópias de uma fotografia e depois destruiu o fotograma. Ele dizia que não fazia sentido manter o fotograma "vivo" pois era justamente a edição limitadíssima de cópias que garantia a autenticidade da obra e a cobiça em cima das poucas cópias existentes. Com esse gesto ele queria manter a sua autoria intacta, já que o facto do fotograma inexistir era uma prova de sua autenticidade.

Nos anos 70, o artista minimalista americano Sol Le Witt simplesmente enviava as instruções detalhadas para a realização da sua obra para a galeria, que por sua vez contratava uma equipa especializada que executava a obra. No final, Sol Le Witt aparecia só para inspeccionar o resultado. O que ele queria com isso era provar que a "mão" do artista era irrelevante para a obra de arte, que agora era reduzida a uma série de instruções. É um gesto essencialmente mecanicista num meio onde imperava, até então, e com o Expressionismo Abstracto que precedeu imediatamente o minimalismo/conceitualismo, o virtuosismo do artista e a inspiração divina. O artista não é mais um herói, ele é apenas um servo de uma sociedade que reduziu a criação a um parâmetro técnico e banal. Mas Sol Le Witt fez-nos pensar sobre o que é ou o que não é arte. Assim como Eli Sudbrack. Não é mais a imagem que conta e sim como e por quem ela é realizada. Tirando o artista fora da questão, a arte torna-se de todos. Até que o mercado subverta essa noção novamente.

Monday, June 25, 2007


Cool Stuff

A Microsoft continua um passo, ou vários, à frente!


Ora espreitem lá esta maravilha da tecnologia, à la Bill Gates. Chama-se "Surface": é um monitor/mesa completamente táctil, que permite gerir, à maneira do "Minority Report" imagens e demais ficheiros, sem recorrer a nada mais nada menos que os nossos dedos.

Tuesday, June 05, 2007

BarómetroLX - Apenas com as pessoas se fazem as grandes cidades



Benvindos ao BarómetroLX. Deu hoje os primeiros passos este novo espaço de cidadania: este é um local que dá voz activa aos cidadãos de Lisboa!
É dirigido a todos aqueles que vivem, trabalham, visitam ou simplesmente gostam e se preocupam com a cidade. De uma forma simples, directa e sem ligar o complicómetro, a equipa da Associação Forum Cidade responsável por esta ferramenta de cidadania online pretende saber o que vai na cabeça dos cidadãos. Quer saber o que os preocupa, quais as suas prioridades, os seus contributos, quais as situações que gostariam de ver mudadas e qual a opinião que têm sobre a gestão de Lisboa.

Todos os meses existirão novos temas para além do Barómetro de opinião fixo. Desde a saúde à educação, da cultura à economia, do urbanismo à habitação, do trânsito às acessibilidades e transportes, da higiene à segurança, muitos serão os temas abordados pelos questionários temáticos. Assunto de conversa não irá também faltar para o blog que será lançado no final do mês de Junho onde os cidadãos e habitantes de Lisboa serão chamados a participar com textos de opinão.

Nada mais será pedido do que 2 minutinhos do tempo de cada um de nós para que a nossa opinião ajude a tornar Lisboa um sítio melhor:

Vá lá e vote: http://www.barometrolx.com/questionario.htm

Friday, April 27, 2007

Os 13 Anos da Antena 3

Ontem o dia foi longo e de tal maneira a festa foi brava que não tive oportunidade de partilhar neste espaço essas gloriosas 24 horas de festa da Antena 3. Infelizmente não pude também partilhar de todas essas horas de alegria, mas terminámos em grande, numa edição especialissíma da Prova Oral até às 24:00h. O painel foi especial e o texto de apresentação arrastado directamente do nosso blog http://www.provaoral.blogspot.com/:

"Quintino Aires, psicólogo (se bem se lembram, ainda há umas semaninhas cá esteve a apresentar o seu livro O amor é uma carta fechada); Carlos Amaral Dias, que praticamente dispensa apresentação, conhecidíssimo psicanalista, autor de livros como Freud para além de Freud e Costurando as linhas da psicopatologia borderland (que daria igualmente um óptimo nome para uma banda, por exemplo); Marta Crawford, sexóloga, conhecida do público sobretudo pelo seu ABSexo na TVI; Gimba, músico, ex Afonsinho do Condado e autor dos genéricos da Prova Oral; o legendary Paulo Furtado, músico dos Wraygunn; e ainda, para que não vos falte nada, o colectivo Gato Fedorento - sim, os quatro, a gataria completa. Quanto à apresentação, também não deixamos a coisa por menos: Fernando Alvim, Cátia Simão, Marisa Jamaica e Rita Amado - todas, pela primeira vez, juntas na mesma emissão."

Rádio companheira de horas solitárias ao volante, das horas de audição a dois, a quatro, com os amigos ou com a família toda. Rádio onde ouvimos do melhor e do mais inovador da nossa música. Rádio alternativa, provocadora, pertinente, alegre, despretensiosa, tantas vezes a única voz para músicos de grande qualidade que não conseguem passar as barreiras cada vez mais intransponíveis dos patrocínios, das grandes produções, da guerra de audiências.

Rádio onde descobri uma outra dimensão do meu trabalho: o trabalho com gosto, diversão, profissionalismo e companheirismo profundo. Ao meu querido amigo Fernando Alvim, um beijo muito especial por me ter convidado a participar, às minhas colegas da Prova Oral um abracinho e um piscar de olho cúmplice. Estamos todos de Parabéns!

Foto reportagem aqui.







Monday, April 23, 2007

O adeus de Boris Iéltsin

Boris Nikoláievitch Iéltsin (em russo, Борис Николаевич Ельцин) nascido a 1 de Fevereiro de 1931 em Sverdlovsk, foi o primeiro presidente da Rússia em 1991, após o fim da União Soviética e o primeiro eleito democraticamente na história daquele país.
Iéltsin governou o país até 1999, liderando a transição do socialismo para o capitalismo. Os anos em que Iéltsin governou foram marcados por grandes transformações económicas e políticas na Rússia e nos outros países que constituíam a ex-União Soviética, além dos conflitos separatistas na Tchechénia. Faleceu hoje, aos 76 anos.

Thursday, April 12, 2007

"Até amanhã camaradas!"
Foi assim que Odete Santos se despediu hoje dos seus 26 anos de actividade política. Foi hoje, na Assembleia da República que a grande camarada, mulher de guerra, figura incómoda e polémica, excêntrica e combativa fez o seu último discurso enquanto deputada. A ovação durou alguns minutos e ecoou por todos os cantos de todas as bancadas parlamentares. E foi bonito!

Yes, Prime Minister! ou Sim Sr. Engenheiro!

Foi com curiosidade que assisti ontem à entrevista do nosso PM na RTP. Queria ouvir falar dos 2 anos de governação. Queria saber se, no meio de isto tudo, estamos ou não a melhorar? Segundo o Financial Times, vamos até muito bem. Graças às acções do governo, a recessão está a regredir. Segundo o FMI, a inflacção e o desemprego baixam e o crescimento aumenta. Com isto tudo, a que é que o PSD e o PP se podem agarrar? Ao curso de Sócrates?
Além da pastelada de toda esta questão à volta das habilitações de quem nos tem governado (e bem) e da suposta e devida pertença à ordem para ser tratado por Sr. Eng.º, acho igualmente hilariante a seriedade e convicção com que os entrevistadores massacraram sem mais assunto digno de sangue o nosso PM.
Este foi o programa mais visto pelos portugueses ontem e segundo a Marktest um cada três portugueses não descolou da TV nem fez zapping diante a fraca concorrência das outras novelas que passavam na SIC e na TVI.
Sim que isto de ser Eng.º ou não é coisa muy importante, muda tudo, tudinho mesmo.

Sócrates conseguiu, na minha perspectiva e para quem o quis ouvir, passar as ideias-chave de dois anos em que começamos a sair da cepa torta, da positividade que é necessário impôr a todo um povo e do crescimento, que, embora tímido, se começa a evidenciar no nosso país. Falou-se do aeroporto da Ota, necessário aos olhos de todos, ainda que discutível na sua localização. É preciso muita força de decisão e embora sem certezas dogmáticas é necessário agir, agir rápido e bem, de preferência. Os países mais fortes são aqueles que arriscam mais e que avançam de forma determinada no caminho traçado.

Triste é a insistência, no rescaldo da entrevista de ontem, da proposta do líder do PSD para que seja aberto um inquérito, por uma entidade independente, ao currículo académico de Sócrates. Comprova que apenas os fracos recorrem ao insulto fácil.

Então e quando podemos voltar ao país meus senhores?




(não resisti a esta foto deliciosa da série "Yes, Prime Minister" em que o jornalista pede o corte da palavra do PM. Leva-nos a colocar as coisas em perspectiva...)

Wednesday, April 04, 2007

Gestão de Talentos: o desafio

Será o património de talentos assim tão escasso? Esta é uma das grandes preocupações dos CEO a nível mundial. As conhecidas afirmações de que "o nosso maior capital é o humano" ou "as pessoas são o nosso activo mais importante" são muitas vezes pura retórica. De facto, por vezes o talento está mesmo debaixo do nariz e as chefias nem sequer se dão conta disso. Depois há aquela admiração quando, passado poucos anos, se tem conhecimento de que essas pessoas são decisivas na evolução de outras empresas, por vezes até concorrentes.
Não é que o talento espreite em cada esquina mas por vezes a aposta das empresas é fraca, não existem mecanismos de detecção dos talentos e capacidades dos vários elementos de uma equipa e uma débil percepção da adequação das pessoas às funções que ocupam.

O ideal seria que as pessoas tivessem espaço e motivação para se proporem fazer aquilo que mais as inspira, que mais as motiva e com isso mexer a agulha pela capacidade diferencial que têm em certas áreas. Mas como isso não acontece com facilidade, seja por constrangimento do próprio, seja por falta de visão das chefias, a única forma de conseguir potenciar esse capital humano será recorrer a barómetros de talento, instrumentos de averiguação dos perfis dos colaboradores e potenciar a consequente mudança de atitude e de adequação da equipa na prossecução dos objectivos comuns da empresa.

A gestão do talento diz respeito à capacidade de contratar pessoas de elevada qualidade, de as reter, de as desenvolver e de as utilizar de forma alinhada com a cultura e a estratégia da organização. Não basta para isso que os recursos humanos disponíveis sejam de elevada qualidade, por exemplo, a nível educacional. Há que aproveitá-lo bem! Há que descobrir aquilo que nos faz acordar antes da hora do despertador tocar, que nos faz ficar levantados à noite, que nos leva a dar secas monumentais aos nossos amigos por não nos conseguimos calar com aquele projecto que temos em mãos, que nos deixa o sorrisinho no canto do lábio por mais uma vitória, que nos leva à consciência clara de que "nasci mesmo para isto!". E este é um desafio que se levanta a toda a organização. Não é algo restrito aos departamentos de RH. As pessoas são transversais em toda a organização e apenas uma linha colaborativa permanente entre o departamento de recursos humanos, as várias linhas de chefias funcionais e uma clara e firme motivação a nível da gestão de topo poderá efectuar uma eficaz gestão de um dos recursos mais importantes para o crescimento das organizações: o talento - essa capacidade de fazer a diferença, de mudar o mundo, de dar o extra mille para o qual já nem sabiamos que teríamos fôlego!

Thursday, March 29, 2007

Inov-acção

Proença-a-Nova apresenta projecto inovador de combate à poluição
O concelho de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, anunciou o lançamento de uma iniciativa exemplar, pioneira a nível internacional, tendo em vista passar a vender no mercado voluntário os seus créditos de carbono (CO2) contribuindo, deste modo, para uma mais eficaz retenção das emissões de carbono no município, criando, paralelamente, um conjunto de mais-valias financeiras para a autarquia. Para João Paulo Catarino, presidente da edilidade, esta iniciativa pretende provar “que podemos e queremos ser contribuintes líquidos para a despoluição do país e do mundo”.

Rui Solano de Almeida

Como é que um município com pouco mais de nove mil habitantes e longe dos principais centros de decisão toma uma iniciativa com esta importância e com esta dimensão?
Como se sabe, o tamanho não é sinal de mais inteligência ou de se trabalhar melhor. As medidas e acções tomadas pelos municípios maiores podem ser mais mediáticas mas nem sempre são as mais inovadoras ou as mais acertadas. O estudo que estamos a levar a efeito pretende apenas provar que o concelho de Proença-a-Nova sequestra mais CO2, que emite e produz mais energia obtida por métodos renováveis que consome produzida a partir de métodos poluentes, ou seja, vamos provar que somos contribuintes líquidos para a despoluição do país e do mundo.
Diminuir as emissões de CO2 está, como sabe, muito na moda. Recomendações neste sentido têm partido de organismos tão distintos como a União Europeia, ONU ou de figuras com o peso mediático do ex-vice presidente dos EUA Al Gore.
O problema é saber se esta iniciativa empreendida no concelho de Proença-a-Nova é para cumprir a agenda mediática, ou se se trata de algo para levar em frente com todas as consequências daí resultantes?
O mediatismo pouco nos interessa. Interessa-nos provar o que referi anteriormente, quantificá-lo em termos de toneladas de CO2, inventariar as medidas necessárias para uma melhor eficiência energética, implementá-las e quantificar os ganhos obtidos com a sua implementação e depois vender esses créditos no mercado voluntário do carbono, para com as receitas daí provenientes, desenvolver as medidas constantes do nosso Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, para assim protegermos a floresta existente, aumentar a área arborizada e tornar este processo sustentável ao longo dos anos.
Em termos práticos como é que um concelho do interior como o seu, essencialmente um município com pouca ou quase nenhuma indústria mas rodeado de uma riquíssima mancha florestal, pode aplicar uma gestão sustentável, como produtor de energia renovável?
A ideia é precisamente essa, partir da fatalidade de termos muito pouca indústria e transformá-la numa oportunidade, para o concelho em geral e para os produtores florestais em particular. Não temos indústria poluente mas contribuímos para despoluir o que os outros poluem, por isso é justo que sejamos ressarcidos por este serviço prestado à comunidade. Produzimos hoje 57 MW de energia por métodos renováveis (eólica), muito mais do que aquela que consumimos a partir de métodos poluentes. A ideia é aumentar ainda mais a nossa eficiência e com os créditos arrecadados financiarmos as mediadas que teremos que tomar para proteger e aumentar a nossa área florestal.
Estamos a viver, como sabe, momentos muito difíceis em todo o planeta, em matéria de mudanças climatéricas. Como é que uma iniciativa como esta pode contribuir para inverter esta problemática?
De várias formas, primeiro melhorando a nossa eficiência energética, poluindo menos, e depois produzindo-se na área geográfica do nosso concelho energia por métodos renováveis e não poluentes estamos também a contribuir para que não seja necessário gerar tanta energia por métodos poluentes e por último protegendo e aumentando a nossa floresta estamos ainda a contribuir para que se sequestre mais CO2 no nosso concelho. E como se trata, em nossa opinião, de um bom exemplo, esperamos sinceramente que seja seguido, incentivando desta forma a melhorar as condições ambientais do nosso município, do país e do mundo.